
Após muitos anos da minha existência a viver o Natal-Social, dei comigo a ponderar tal frenética época em que se apela ao consumismo desenfreado e ao apoio-social como se tratasse da absolvição do pecado ao longo de todo o ano em que é esquecida a solidariedade humana. O vazio de toda a espiritualidade vigente que sai apenas de fora para fora e não de dentro para fora, levava-me sempre a uma nostalgia e a um desconforto que me levou sempre a retrair nesta época, por achar que todos os dias deviam ser de declaração de solidariedade, humanidade e amor, Assim “Só o Homem pode ajudar o Homem” ( frase do Mestre Dang) perpétua assim em toda a espiritualidade envolvente. Para todos os que se revêem nesta época como um todo do dia-a-dia, o meu abraço envolvente num eterno calor de bem-estar. Para os restantes a minha mão estendida num abraço caloroso e numa visão iluminada na descoberta do espelho de si mesmo. Bem-haja todos, pois aqui reside a diferença de existirem ou de pertencerem a toda esta dimensão.



