domingo, 26 de dezembro de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
NOVA ERA - Pensamento 2010

Angustia nauseante duma espera que tarda
Na certeza da mudança
Como um sonho em camâra lenta
Assim aguardo a Nova Era
A Era da mudança
Que em mim começa de modo paulatino
Numa tarde solarenga
Envolta na brisa domar
Numa onda que se espraia vagarosa
Mas cheia de Amor envolvente
domingo, 6 de dezembro de 2009
O Natal

Após muitos anos da minha existência a viver o Natal-Social, dei comigo a ponderar tal frenética época em que se apela ao consumismo desenfreado e ao apoio-social como se tratasse da absolvição do pecado ao longo de todo o ano em que é esquecida a solidariedade humana. O vazio de toda a espiritualidade vigente que sai apenas de fora para fora e não de dentro para fora, levava-me sempre a uma nostalgia e a um desconforto que me levou sempre a retrair nesta época, por achar que todos os dias deviam ser de declaração de solidariedade, humanidade e amor, Assim “Só o Homem pode ajudar o Homem” ( frase do Mestre Dang) perpétua assim em toda a espiritualidade envolvente. Para todos os que se revêem nesta época como um todo do dia-a-dia, o meu abraço envolvente num eterno calor de bem-estar. Para os restantes a minha mão estendida num abraço caloroso e numa visão iluminada na descoberta do espelho de si mesmo. Bem-haja todos, pois aqui reside a diferença de existirem ou de pertencerem a toda esta dimensão.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
E por falar em frio, lá "apanhei" a gripe A, que asseguro ter sido a mais mansinha desde há 5 anos; venha a A sempre...Tão ricos vão ficar os senhores da industria farmacêutica!
Acordem: - a fome mata uma criança a cada dez segundos; ainda em Portugal morrem 5 a 6 seis doentes por dia de cancro colorectal, um dos cancros mais curáveis... e ainda falam da gripe A.
A desumanidade do espírito humano, num jogo de interesses meramente materialistas.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
O DESPERTAR DA SEXUALIDADE

Ontem na hora de almoço, na mesa de um refeitório, um grupo de colegas de trabalho, onde as primaveras da vida diferenciavam em média umas vinte e cinco primaveras, foram recordadas pelas mais “cotas”, algumas passagens da vida, sempre boas de recordar e partilhar. É claro a adolescência em particular talvez por todas nós já termos filhos adolescentes. Assim evoco um episódio no inicio da década de 70, no despertar da minha adolescência.
Tudo aconteceu numa cidade do interior alentejano com uma garota dos seus 11 a 12 anos, eu mesma, ainda sem qualquer pronúncio de quem já iniciara a estrada do pecado original, que ao cumprir a penitência da ida à missa ao domingo, mais precisamente, ao chegar a hora da confissão dos pecados cometidos na ultima semana, era sempre confrontada, na minha interioridade:-Que pecados terei eu cometido? Será que tenho que inventar algum, senão o Sr. Padre não acredita? Bem…eis que surge uma pergunta, pelo Sr. Padre de serviço, que me deixou confusa.
-Então minha filha, costumas ter brincadeiras feias com rapazes? Fiquei aflita e respondi: - Sim Sr. Padre esta semana andei a jogar ao “ring” e à “apalhada”…e ainda …tentei jogar futebol com eles. Saiu-me muito a custo esta confissão devido ao imperativo do medo. Meu Deus, como é que ninguém me disse até aquela data que brincar com rapazes era um pecado? Na minha intuição sempre apurada, achei que aquela pergunta poderia esconder outras coisas. Mas o quê?
Cheguei a casa e contei o sucedido à hora de almoço, na busca de respostas às dúvidas criadas naquela confissão: - Vejo um pai furioso e raivoso, gritando e ameaçando… Vou partir o focinho aquele padre.
A partir desse dia comecei a investigar quais eram as coisas feias que se podiam fazer com os rapazes…e foi o despertar para a minha sexualidade…Obrigada Sr. Padre, pela dica.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
ÚTERO E TESTÍCULOS

Num descanso merecido de toda uma semana de trabalho, a ida ao cabeleireiro torna-se numa passagem obrigatória para um relax com direito a uma massagem do couro cabeludo, que culmina na saída com uma alma mais lavada. De um modo geral, consigo abstrair-me das conversas que me rodeiam, dando atenção apenas à minha cabeleireira, tratando-se já como uma amiga de longa data, que desde há alguns anos contribui para o meu visual sempre renovado, por umas mãos que modelam cada mecha de cabelo mesmo o mais rebelde, tal como o meu. Em cada movimento é notório todo o carinho e encantamento de cada gesto com muita alma e coração, na desenvoltura do seu trabalho. Nesse dia, em particular a Mariazinha, assim chamada essa Fada dos Cabelos, transparecia com um olhar ar melancólico a rasar um desalento. Acabaria por desafar a razão da sua angustia: - a sua ida ao Ginecologista. Assim durante a consulta e após vários perguntas e exames foi-lhe proposto não uma mas duas cirurgias:- "operar a bexiga descida" e ainda uma histerectomia. Quando pergunta ao Sr. Dr. qual o problema que tem o seu Útero é-lhe respondido:-Nada, mas assim também não tem mais nenhum problema se for operada. Ao que a Mariazinha no seu doce ar, confidencia:- Sr. Dr., eu estava preparada para a a operação à bexiga mas não ao útero. Sem a mais pequena hesitação ter-lhe-á perguntado:-Para que quer seu útero? E com esta frase vivênciada, os seus olhos ficam rasos de água. Perante isto a minha reacção foi imediata. E a Mariazina não lhe perguntou para que quer ele os Testículos? Um ar de espanto e de imediato um suspiro de alivio. Tenho a certeza que a resolução deste caso foi fácil a partir dessa hora.
domingo, 11 de outubro de 2009
As coisas simples da vida
É do nascimento das pequenas coisas que fazem a nossa alma feliz. Os números nada dizem, pois a História da Humanidade não se fez com números, mas sim de Acções, de Amor e de Paz. Mesmo os erros inerentes à nossa história devem sempre ser vistos como aprendizagem do que não se deve repetir. É nesta entrega, neste alivio da dor e na tranquilidade que podemos ajudar os que nos rodeiam. E é neste neste círculo que reside a partilha da nossa Paz interior e da Felicidade. E hoje deixo aqui o meu carinho envolto nestes malmequeres, a todos os que me tocaram na continuidade deste novo percurso da minha vida.
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